Voleibol - Resumo da aula

23/06/2015 09:59

Abaixo está o resumo do conteúdo apresentado e discutido em aula.

Fonte: http://www.fpv.com.br/historia_volleyball.asp

Voleibol

O voleibol foi criado em 1895 nos Estados Unidos por William Morgan, para incentivar a prática de atividades físicas em quadras cobertas. A ideia inicial era oferecer as pessoas (principalmente as mais velhas) um esporte em que as lesões físicas seriam raras. Nos primeiros anos o voleibol não contava com uma bola específica, era utilizado uma câmara de bola de basquetebol. A rede era a mesma do tênis.

As primeiras regras foram impressas em 1897 e o jogo começou a ganhar popularidade a partir de 1910, quando se construíram quadras em parques públicos de diversas cidades americanas. Em 1936, iniciou-se o movimento para a fundação de um órgão internacional que dirigisse o voleibol (Federação Internacional de Voleibol), o que só foi conseguido em 1947 na França. O voleibol passou a integrar a programação dos Jogos Olímpicos, em 1964, no Japão.

Por volta de 1917, a ACM (Associação Cristã de Moços) trouxe o voleibol para o Brasil. Em 1951 aconteceu o primeiro campeonato sul-americano de voleibol realizado no Rio de Janeiro (o Brasil sagrou-se campeão no masculino e feminino).

Principal Característica

Voleibol é um esporte coletivo, disputado por duas equipes numa quadra dividida por uma rede. Há diferentes versões disponíveis para específicas circunstâncias, propiciando versatilidade do jogo para todos.

            O objetivo do jogo é enviar a bola sobre a rede para fazê-la tocar a quadra do adversário. A equipe tem três toques para retornar a bola (além do contato do bloqueio).

Um “rally” é a seqüência de ações de jogo desde o momento do golpe do saque pelo sacador até a bola estar fora de jogo.

Se a equipe sacadora vence o “rally”, ela marca um ponto e continua a sacar;

Se a equipe receptora vence o “rally”, ela marca um ponto e deve ser a próxima a sacar.

A bola é colocada em jogo com um saque, golpeada pelo sacador sobre a rede para os adversários. A jogada ("rally") continua até a bola tocar o solo, ir "fora" ou uma equipe falhar ao retorná-la, quando a bola estará fora de jogo.

No voleibol, a equipe que vence uma jogada ("rally") marca um ponto (Rally Point System - Sistema de Pontos por Jogada). Quando a equipe receptora ganha a jogada, ela ganha um ponto e o direito de sacar, e seus jogadores rodam no sentido dos ponteiros do relógio.

            A quadra de jogo é um retângulo medindo 18m x 9m, circundada por uma zona livre de no mínimo 3m de largura em todos os lados.

O espaço livre de jogo é o espaço sobre a área de jogo, a qual deve estar livre de qualquer obstáculo. O espaço livre de jogo deve medir, no mínimo, 7m desde a superfície de jogo.

Para as Competições Mundiais e Oficiais da FIVB, a zona livre deve medir, no mínimo, 5m, a partir das linhas laterais e 8m a partir das linhas de fundo. O espaço livre de jogo deve medir , no mínimo, 12,5m de altura a partir da superfície de jogo.

A zona de substituição é delimitada pelo prolongamento imaginário das linhas de ataque até a mesa do apontador.

Colocada verticalmente sobre a linha central, instala-se a rede, cuja parte superior é ajustada a 2,43m para os homens e a 2,24m para as mulheres.

Sua altura é medida no centro da quadra de jogo. A altura da rede (sobre as linhas laterais) deve ter exatamente a mesma altura e não deve exceder a altura oficial em mais de 2cm.

            A antena é uma vara flexível com 1,8m de comprimento e 10mm de diâmetro, feita de fibra de vidro ou material similar. A antena é amarrada, tangenciando a parte externa de cada faixa lateral. As antenas são colocadas em lados opostos da rede. A parte superior de cada antena estende-se além do bordo superior da rede por 80cm e é marcada com listras de 10cm de largura, em cores contrastantes, preferivelmente vermelho e branco. As antenas são consideradas como parte da rede e delimitam lateralmente o espaço de cruzamento.

            A equipe é constituída de, no máximo, 12 jogadores, um técnico, um assistente técnico, um treinador e um médico.

 Para as Competições Mundiais e Oficiais da FIVB, o médico deve ser credenciado previamente pela FIVB.

Um dos jogadores, que não o Líbero, é o capitão da equipe e deve estar indicado na súmula.

Somente os jogadores registrados na súmula podem entrar na quadra e participar da partida. Uma vez que o técnico e o capitão da equipe tenham assinado a súmula, o registro dos jogadores não pode mais ser mudado.

            Um set (exceto o decisivo, 5º set) é vencido pela equipe que primeiro marcar 25 pontos, com uma diferença mínima de 2 pontos. Em caso de empate em 24 x 24, o jogo continua até que uma diferença de dois pontos seja atingida (26 x 24, 27 x 25; ...).

A partida é vencida pela equipe que vencer três sets. Em caso de empate em 2 x 2 em sets, o set decisivo (5º) é jogado até 15 pontos, com uma diferença mínima de dois pontos.

No momento em que a bola é golpeada pelo sacador, cada equipe deve estar posicionada dentro de sua própria quadra na ordem de rotação (exceto o sacador).

A posição dos jogadores é numerada como segue:

  • os três jogadores junto à rede são os jogadores da linha de frente e ocupam as posições 4(frente-esquerda), 3(frente-centro) e 2(frente-direita).
  • os outros três são os jogadores da linha de trás, ocupando as posições 5(atrás-esquerda), 6(atrás-centro) e 1(atrás-direita).

Posição relativa entre jogadores - cada jogador da linha de trás deve estar posicionado mais afastado da linha central do que o jogador da linha de frente correspondente.

Os jogadores da linha de frente e os da linha de trás, respectivamente, devem estar posicionados lateralmente na ordem indicada.

As posições dos jogadores são determinadas e controladas de acordo com as posições de seus pés em contato com o solo, como segue:

  • cada jogador da linha de frente deve ter pelo menos parte de seu pé mais perto da linha central que os pés do jogador correspondente da linha de trás.
  • cada jogador direito (esquerdo) deve ter pelo menos parte de seu pé mais próximo da linha lateral direita (esquerda) que os pés do jogador central naquela linha.

Após o golpe de saque, os jogadores podem deslocar-se e ocupar qualquer posição na própria quadra e na zona livre.

A ordem de rotação é determinada pela formação inicial da equipe e controlada com a ordem de saque e posição dos jogadores durante todo o set.

Quando a equipe receptora ganha o direito de sacar, seus jogadores rodam uma posição no sentido dos ponteiros do relógio: jogador na posição 2 roda para a posição 1 para sacar, jogador da 1 roda para a 6 etc.

 

FALTAS AO JOGAR A BOLA

 

  • QUATRO TOQUES: uma equipe toca a bola quatro vezes antes de retorná-la;
  • TOQUE APOIADO: um jogador apóia-se em um companheiro de equipe ou em qualquer estrutura/objeto dentro da área de jogo para alcançar a bola.
  • BOLA PRESA: a bola é  retida e/ou lançada; ela não é rebatida pelo toque
  • DUPLO CONTATO: um jogador toca a bola duas vezes consecutivas ou a bola toca consecutivamente várias partes de seu corpo.

            Cada equipe tem o direito de inscrever, dentre a lista de 12 jogadores, um (1) jogador especializado defensivo -“Líbero”.

            O jogador Líbero deve usar um uniforme (ou jaleco/peitilho para o Líbero re-designado) cuja camiseta, no mínimo, deve contrastar na cor com os demais membros da equipe. O uniforme do Líbero pode ter um feitio diferente, mas deve estar numerado como os demais membros da equipe.

O Líbero está autorizado a substituir qualquer jogador posicionado na linha de trás.

Ele está restrito a atuar como um jogador na linha de trás e não está autorizado a completar um golpe de ataque de qualquer lugar (incluindo a quadra de jogo e zona livre) se, no momento do contato, a bola estiver mais alta do que o bordo superior da rede.

Ele não pode sacar, bloquear ou tentar bloquear.

Um jogador não pode completar um golpe de ataque mais alto que o bordo superior da rede, se a bola é proveniente de um passe de voleio (toque) de um Líbero que está na sua zona de frente ou na extensão dela. A bola pode ser livremente atacada se o Líbero faz a mesma ação fora da sua zona de frente ou da extensão dela.

 

Os principais fundamentos do voleibol

- Manchete: as pernas devem estar afastadas até a largura dos ombros e levemente flexionadas, com uma perna à frente da outra e os braços devem ser unidos pelas mãos sobrepostas, estendidos à frente do corpo. A bola deve ser rebatida com os antebraços, o que permite que ela seja amortecida e tome outra direção;

- Toque: As pernas devem estar abertas na largura dos ombros e semiflexionadas. Os braços também devem estar semiflexionados, direcionados acima da cabeça e a frente do corpo. O contato das mãos com a bola dar-se-á delicadamente por meio da parte interna dos dedos;

- Saque: O movimento inicial deve acontecer com os pés em paralelo e a perna contrária ao braço que irá bater na bola deve ficar à frente. A bola deve ser segurada à frente da mão que fará o saque, enquanto o braço de ataque se movimenta de trás e cima para golpear a bola;

- Levantamento: O levantamento é normalmente o segundo contato de um time com a bola. Seu principal objetivo consiste em posicioná-la de forma a permitir uma ação ofensiva por parte da equipe, ou seja, um ataque.

- Ataque (corte): trata-se de uma rebatida de bola, caracterizada pela alta velocidade em que atinge a quadra adversária. O objetivo deste fundamento é fazer a bola aterrissar na quadra adversária, conquistando deste modo o ponto em disputa.

- Bloqueio: O bloqueio refere-se às ações executadas pelos jogadores que ocupam a parte frontal da quadra (posições 2-3-4) e que têm por objetivo impedir ou dificultar o ataque da equipe adversária. Elas consistem, em geral, em estender os braços acima do nível da rede com o propósito de interceptar a trajetória ou diminuir a velocidade de uma bola que foi cortada pelo oponente.

- Defesa: A defesa consiste em um conjunto de técnicas que têm por objetivo evitar que a bola toque a quadra após o ataque adversário.

Substituições

Fonte: http://www.portaleducacao.com.br/educacao-fisica/artigos

Cada equipe tem o direito de fazer até seis substituições regulamentares em cada set do jogo. Um jogador que tenha sido substituído pode retornar uma única vez no set, desde que seja no lugar do mesmo jogador que o substituiu. Aquele que entrou e saiu (o “reserva”) não poderá mais atuar naquele set. Todas estas situações são válidas para o set em disputa. A cada set que se inicia volta-se apoder fazer todas as substituições permitidas pela regra,  zerando o que acontecera no set anterior (MACHADO, 2006).

Caso uma equipe já tenha feito às seis substituições regulamentares e algum atleta sofra uma contusão que o impeça de continuar no jogo, o árbitro pode autorizar a realização de uma substituição extra, chamada de substituição excepcional. Neste caso, qualquer atleta que estiver fora da quadra pode  substituir o jogador lesionado. O atleta que saiu não mais poderá retornar ao jogo (BOJIKIAN, 2003).
As substituições envolvendo o líbero não contam como regulamentares. O líbero pode entrar e sair quantas vezes for necessário, substituindo qualquer jogadorque esteja na zona defensiva (posições 1, 6 e 5). A única restrição é que aconteça um rally entre a sua saídae o seu retorno a quadra (CBV, 2004).
As substituições envolvendo o líbero devem ser efetuadas na área da zona defensiva, enquanto as regulamentares ocorrem na zona ofensiva. Em ambas as situações, deverão ser realizadas no lado em que se encontram os bancos de reservas das equipes, próximo ao apontador e ao segundo árbitro  (MACHADO, 2006; BIZZOCHI, 2004).
Uma substituição excepcional também pode ser concedida em caso de lesão do líbero, respeitando-se as mesmas condições e procedimentos adotados em relação aos demais jogadores.

 

Medalhas Olímpicas

Vôlei Masculino - duas medalhas de ouro: 1992 e 2004; três medalhas de prata: 1984, 2008 e 2012.

Vôlei Feminino - duas medalhas de ouro: 2008 e 2012; duas medalhas de bronze: 1996 e 2000.