CÁLCULO DO IMC E COMPARAÇÃO DOS SEUS RESULTADOS COM OS PADRÕES DE BELEZA

07/03/2011 10:03

 

Calculo do IMC e comparação dos seus resultados com os padrões de beleza

Fonte: http://padrao.debeleza.com.br/

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Verifica-se que o padrão de beleza mudou muito nos últimos tempos. Na época da Renascença (início do século XIII o padrão “gordinha” era sinônimo de beleza, pois demonstrava que a família da referida mulher era abastada ‘que tem em fartura’). Na Idade Média, a ideia de fertilidade imposta como contraponto de uma época de matanças ocorridas nas cruzadas, trazia uma mulher de quadril largo e ventre avolumado.

Foi somente na década de 20 que a possibilidade de outros padrões de beleza foi real. Veio então, o padrão clássico muito bem representado por um mito do cinema: Greta Garbo. Depois essa beleza clássica passou a ser representada pelo rosto da sueca Ingrid Bergman e pela beleza latina da mexicana Maria Félix. Mais tarde vem Audrey Hepburn e muda o padrão, agora, bonita mesmo era mulher magra, esguia. Mas, outro tipo de beleza continuava a despertar paixões e outros sentimentos nos homens de todo o mundo era a beleza agressiva, sensual como a de Edna Purviance. Depois, veio o tipo misterioso e sensual de Rita Hayworth e a beleza agressiva, alegre e muito sensual também de Sofia Loren. No final dos anos 50 surgiram outras mulheres que representaram essa beleza agressiva.

A americana Marlyn Monroe marcou os anos 50 com suas curvas acentuadas e coxas fartas. A francesa Brigitte Bardot foi o grande padrão de beleza dos anos 60 e 70. Esta, também era formosa com suas curvas e lábios carnudos e consolidou o legado de Monroe. Mas, em meados da década de 60, a londrina Twiggy estabeleceu o padrão de beleza esquálido. Já, no final dos anos 60 outro padrão de beleza sensual, agressiva: Raquel Welch, conhecida pelo seu corpo sarado.

Inaugurando a era das tops surge Cindy Crawford. Na década de 90, é a vez de Kate Moss reformular o conceito de sex appeal e, andrógina, deixa personifica uma beleza totalmente avessa aos moldes anteriores.

Todas essas mulheres são sinônimos de beleza, impostos pelo cinema e pela moda no mundo todo e no Brasil. Umas mais magras, outras mais voluptuosas. Não podemos esquecer ainda Linda Evangelista, Cameron Diaz, Gisele Bündchen, Jessica Biel, Alessandra Ambrósio e tantas outras.

Mas, a realidade atual é que a beleza, assim como a moda, está relacionada a padrões de magreza impostos pela indústria da moda, a fim de atender as necessidades do fashion business por valorizar a roupa e, por consequência, vender mais. A top Gisele Bündchen ilustra essa realidade. Ela, com 52kg e 1.80m, apesar de apresentar cor e saúde está longe de Cindy Crawford, top dos anos 80 que pesava 57kg e media 1.77m de altura. Entre outras coisas os padrões foram de um corpo curvilíneo para um arquétipo mais andrógeno, isso sem falar no aumento expressivo do número de artigos sobre dietas presentes nas revistas femininas mais lidas em todo o mundo.

Como conseqüência desse novo padrão de beleza, uma ânsia pela busca do corpo perfeito tem levado muitas mulheres a tomar atitudes de auto-destruição. Além das cirurgias plásticas realizadas sem qualquer motivo óbvio, meninas estão desenvolvendo cada vez mais cedo doenças como aneroxia e bulimia. Este é um problema vivenciado desde a década de 80 com as grandes tops que imprimiram uma imagem de magreza cada vez mais acentuada. Blogs e sites dão dicas de como ficar mais magras. As meninas se comunicam através desses ou de outros sites como os de relacionamento incentivando uma a outra a comer cada vez menos.

Para não ir tão ao extremo, existe o grupo de mulheres que parte para as mais variadas dietas e exercícios físicos. As academias e os personal trainers nunca foram tão procurados, bem como o as vendas de DVDs contendo atividades físicas e aparelhos diversos cresceram. Chega ao ponto de ser contraditório em uma sociedade onde o alimento de alta caloria e o sedentarismo prevalecem; e onde milhares de pessoas passam fome por ausência de dinheiro e condições dignas de sobrevivência.

Se correr atrás de medidas ínfimas é uma tarefa difícil e arriscada, o melhor a fazer é procurar a beleza particular que existe em cada uma de nós. Ao invés de se envergonhar, a apresentadora Angélica fez de sua pintinha uma marca registrada, exigindo que a mesma fosse incluída em sua boneca. De estigma a trunfo, Angélica soube como lidar com sua peculiaridade.

Deixando um pouco a questão saúde de lado, a questão que permanece é: existe realmente um padrão de beleza? A resposta paira no ar. Contudo, uma afirmação pode ser feita: Segundo pesquisas realizadas por psicólogos evolucionistas, apesar da variação das descrições de beleza, a marca de fertilidade, do belo e da saúde, a cintura fina, sempre foi um símbolo imutável de beleza e feminilidade que perdurou por séculos.

Para finalizar, é importante destacar que a beleza também está ligada a auto-aceitação: Portanto, valorize seus pontos fortes, melhore o que é possível melhorar dentro das suas condições físicas, psicológicas e materiais, afinal, a beleza quem faz somos nós!

Tabela IMC

Cálculo IMC

Situação

Abaixo de 18,5

Você está abaixo do peso ideal

Entre 18,5 e 24,9

Parabéns — você está em seu peso normal!

Entre 25,0 e 29,9

Você está acima de seu peso (sobrepeso)

Entre 30,0 e 34,9

Obesidade grau I

Entre 35,0 e 39,9

Obesidade grau II

40,0 e acima

Obesidade grau III

Reflexão:

1 – Faça o cálculo do seu IMC (Índice de Massa Corporal). Para isso é necessário saber o seu peso e sua altura. Após estar em mãos com esses dados, realize a seguinte fórmula:

Exemplo:       IMC =  Peso =             75           =       75   = 25,95 @ 26 kg/m²                                                            (altura)²    (1,70 x 1,70)          2,89

2 – Compare o resultado do seu IMC com a tabela. Em qual situação você se encontra?

3 – Com base no resultado do IMC e na sua auto-avaliação, em qual padrão de beleza estudado você se encontra?

4 – Você faria uma mudança no seu estilo de vida para se enquadrar nos atuais padrões de beleza? Por quê?